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Pinus Caribaea

Pinus caribaea compreende três variedades, de rápido crescimento e produtoras de madeira resinosa, de grande utilidade para o processamento mecânico. Em condições favoráveis ao rápido crescimento, as variedades hondurensis bahamensis apresentam alta frequência de árvores com crescimento anormal, denominado "fox-tail" (rabo-de-raposa). Esta anomalia é caracterizada pelo crescimento somente do eixo principal da árvore, coberto de acículas, sem a formação de ramos. A variedade caribaea se caracteriza pela frequência baixa ou nula de "fox-tail", além de apresentar ramificações finas, regulares e perpendiculares ao eixo do fuste. A variedade hondurensis é a mais plantada na região tropical brasileira (regiões Amazônica, Centro-Oeste, Central, Leste e Sudeste), abrangendo uma área de aproximadamente 700 mil hectares destinada à produção de madeira para processamento mecânico e extração de resina.


P. caribaea var. hondurensis ocorre na América Central, incluindo a Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e Belize, estendendo-se até a parte leste do México, em locais livres de geada, em altitudes desde o nível do mar até 700 m e, ocasionalmente, até 1.000 m, onde ocorrem precipitações pluviométricas médias anuais de 2.000 mm a 3.000 mm. As árvores, comumente, crescem em torno de 30 m de altura e 80 cm de DAP, podendo, eventualmente, atingir 45 m de altura e 135 cm de DAP. Geralmente, o tronco é reto e bem formado, não apresentando excesso de ramificações. No Brasil, os plantios devem ser restritos às regiões livres de geada, devendo-se escolher, cuidadosamente, as procedências originárias de altitudes correspondentes às dos locais de plantio. Esta espécie apresenta deformações quando ecótipos de baixa altitude são plantados em locais de altitude elevada.


P. caribaea var. hondurensis está entre os pínus tropicais mais plantados no mundo. Ela é recomendada em toda a região tropical brasileira, devido às suas características morfológicas e silviculturais. O plantio comercial com esta variedade tem expandido para as regiões Sudeste e Centro-Oeste e algumas áreas das regiões Norte e Nordeste, exceto no Semiárido. Sua madeira é de densidade moderada a baixa, mas de grande utilidade geral. Além disso, ela produz resina em quantidade viável para a exploração comercial.


A variedade bahamensis destaca-se como uma das mais importantes para a produção de madeira e resina na região Sudeste brasileira. Ela ocorre no arquipélago das Bahamas, nas ilhas Grand Bahamas, Andros, Abaco e New Providence. Essa é uma região de clima tropical (25 °C), sub-úmido (chuvas anuais de 700 mm a 1.300 mm), praticamente ao nível do mar (30 m), com solo de reação neutra a ligeiramente alcalina (pH 7,5 a 8,5). Ela tem sido introduzida em vários países e tem apresentado crescimento satisfatório, mesmo em solos de reação ácida, como também em locais de maior altitude, suportando, inclusive, geadas em regiões subtropicais. As condições ecológicas para o seu melhor desenvolvimento no Brasil são semelhantes às requeridas pela variedade hondurensis. Mas, em regiões de altitudes maiores que 700 m, apresentam melhor crescimento. O crescimento desta variedade é intermediário entre o de P. caribaea var. caribaea e o de P. elliottii. Sua madeira, por ser mais densa, é de melhor qualidade física e mecânica do que da variedade hondurensis. Um dos fatores que contribuem para a baixa difusão desta variedade, em plantios comerciais, é a baixa produção de sementes.


A variedade caribaea é nativa do oeste de Cuba, em Pinar del Rio e Isla de la Juventud, em altitudes de até 280 m, com inverno seco, temperatura média anual variando de 5 °C a 25 °C, precipitação pluviométrica média anual variando de 750 mm a 1.300 mm e solos ácidos (pH 4,5 a 6,0). Algumas de suas características são o fuste retilíneo e ramos finos, apesar de serem numerosos. Esta variedade, também é recomendada para a produção de madeira e resina, em regiões quentes. Assim como a variedade bahamensis, ela apresenta dificuldade para produzir sementes no Sudeste brasileiro. Testes de progênies desta espécie, no Brasil e na China, têm indicado base genética restrita.


As três variedades de Pinus caribaea podem ser plantadas em toda a região tropical brasileira, podendo se estender, inclusive, para a região Sul, desde que as geadas não sejam severas.

Verde Sul Souza


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