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Pinus Taeda

Pinus taeda é a mais importante dentre as espécies de pínus plantadas, comercialmente, no Sul e Sudeste dos Estados Unidos. Ela ocorre desde Delaware, no nordeste, até o Texas, no oeste e, ao sul, até a região central da Flórida. Essa área abrange ecossistemas desde a planície costeira Atlântica até os Montes Apalaches e, ao oeste, estende-se até o oeste do Rio Mississippi. A cobertura florestal com esta espécie, nos Estados Unidos, é estimada em 11,7 milhões de hectares.


No Brasil, P. taeda é a espécie mais plantada entre os pínus, abrangendo aproximadamente um milhão de hectares, no planalto da região Sul do Brasil, para a produção de celulose, papel, madeira serrada, chapas e madeira reconstituída. Esta espécie é plantada também em outros países para a produção de madeira destinada ao processamento industrial. Os plantios iniciais, feitos com sementes sem controle de qualidade (normalmente coletadas de povoamentos de baixa qualidade nas origens) resultavam em povoamentos com má qualidade de fuste e ramos, apesar do vigor e da alta produção de biomassa lenhosa. Atualmente, estão disponíveis no mercado sementes geneticamente melhoradas que permitem a formação de povoamentos comerciais de maior produtividade e melhor qualidade da madeira.


Em toda a região de ocorrência natural de P. taeda, o clima é úmido, temperado-ameno, com verões quentes e longos. A precipitação pluviométrica média anual varia de 1.020 mm a 1.520 mm e o período livre de geadas varia de cinco meses na parte norte até dez meses, na parte costeira sul. As temperaturas médias anuais variam de 13 °C a 24 °C, podendo chegar à mínima extrema de -23 °C. No Brasil, esta espécie se desenvolve bem nas regiões com clima fresco e inverno frio, com disponibilidade constante de umidade durante o ano. Esta condição é encontrada em todo o planalto das regiões Sul e Sudeste.


Pinus taeda pode ser plantado no planalto das regiões Sul e Sudeste, em solo bem drenado, onde não haja deficiência hídrica. Isto inclui as partes serranas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, bem como o sul dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Com base nos testes de procedências, em várias regiões do Brasil, confirmou-se que as procedências da planície costeira da Carolina do Sul são mais produtivas e com melhor qualidade de fuste nas regiões Sul e Sudeste do País. Na serra gaúcha e no planalto catarinense, onde ocorrem invernos rigorosos, as procedências da Carolina do Norte tendem a ser mais produtivas.


 


Adaptado de EMBRAPA FLORESTAS


 

Verde Sul Souza


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